20 de novembro de 2009

Lacônicamente, pra variar.

O que você quer? Olha pra mim, vê. Eu não presto, nem sinto muito. E se disser que sinto, minto. O melhor de mim eu escondo e o pior eu exibo estampado na minha cara. Nesse olhar frio e direto que transpassa o corpo e a alma, que feito detector de mentiras, sente cada vibração, cada mudança de postura. E se o teu coração palpita, posso ouvir a quilômetros de distância, como uma melodia cantada pra me enfeitiçar. Mas não. Você não me engana, nem com o seu discurso mais prolixo sobre o que é o amor, sobre que sem você não saberei quem sou. Desculpa, meu bem, mas se iludir é dos anos 80. Perdeste o lugar no pódio das minhas lembranças. Envergonha-te.


* nota: pequena frase do Bial, referindo-se a Caju.

2 comentários:

N. Lima disse...

O amor na prática é sempre ao contrário!

Tai Araújo disse...

Infelizmente, ou felizmente. Sei lá .-.

ASHAUSAH ;*