20 de novembro de 2009

Lacônicamente, pra variar.

O que você quer? Olha pra mim, vê. Eu não presto, nem sinto muito. E se disser que sinto, minto. O melhor de mim eu escondo e o pior eu exibo estampado na minha cara. Nesse olhar frio e direto que transpassa o corpo e a alma, que feito detector de mentiras, sente cada vibração, cada mudança de postura. E se o teu coração palpita, posso ouvir a quilômetros de distância, como uma melodia cantada pra me enfeitiçar. Mas não. Você não me engana, nem com o seu discurso mais prolixo sobre o que é o amor, sobre que sem você não saberei quem sou. Desculpa, meu bem, mas se iludir é dos anos 80. Perdeste o lugar no pódio das minhas lembranças. Envergonha-te.


* nota: pequena frase do Bial, referindo-se a Caju.

19 de novembro de 2009

Falling.

E a queda foi alta do lugar de onde despenquei, feito anjo que morreu de raiva. Não sei como ou por quê. Talvez sejam as minhas asas de papel que me impeçam de voar em dias de chuva. Já que ao cair perdi minha graça, a minha sina é ser mortal.

9 de outubro de 2009

Isso é tudo.

Segurei-lhe a mão com ternura.
- Senta aqui que eu quero lhe falar.
- É importante?
- Não sei, você quem deveria me dizer.
- Fala de uma vez. 
- Há muito desconheço as suas prioridades.
- E o que isso quer dizer?
Me irritava aquela falta de entendimento. Tem estado tudo assim ultimamente, tão diferente. Não sei porque, então culpo o tempo.  Já era de se prever.
- O que dizíamos ser um nó, é na verdade um laço frouxo que vai folgando com o tempo, hm.
- Como é?
- É isso. Pode soltar da minha mão, obrigada.
Refleti antes de me levantar. Não sabia se era ao certo aquilo mesmo que queria fazer. Talvez eu tenha perdido algum momento, algo que me fizesse entender o motivo de tudo estar como está. Eu nem sempre estive lá como havia prometido. Bem típico de mim. Mas eu tinha avisado, não queria ninguém perto de mim, não queria magoar ninguém. Por algum tempo pensei que minha teoria de proteção fosse absurda, porque eu estava tão bem com você, ter alguém com quem contar, alguém que estivesse lá por mim, incondicionalmente. Mas agora vejo como estava certa.
- Tudo bem. - me disse, quebrando o silêncio.
- Eu sentirei muito a sua falta.
Dando-lhe um beijo na testa, fui-me embora.

22 de setembro de 2009

Hello, Stranger (:

Olá, Estranho. Ponho de lado o meu violão para falar sobre você. Tudo soa tão clichê para mim. Esses amores à primeira vista, finais felizes para a eternidade e muitos outros blábláblás. Mas não pude resistir, se um dia como um sonho você apareceu pra mim*. Você mudou a minha vida, Estranho. Lembro quando te vi pela primeira vez, quando fui de encontro a você. Eu não tinha realmente te notado no meio de tantas pessoas, apenas tropecei em você. A partir daí, tornou-se constante você estar presente em todos os lugares que eu costumava ir, inclusive em meus pensamentos. E aqui está você, nesta folha, nestas palavras, no nosso gosto parecido.
Eu sei tanto de você, mas nada sabes sobre mim. Sei das músicas que gosta, das coisas que escreve, sei que já te decepcionaram e que você ainda sente por isso. Eu sei de tanta coisa, eu poderia fazer você se apaixonar por mim, mas gostar de alguém não faz esse alguém gostar de você. Te olho de longe. É tão bom te ver. Eu adoro o modo como você anda. Tão despreocupado, tão sem ambição. Vive com os fones no ouvido, talvez tenha medo do que o mundo tem a lhe dizer. Você escutaria o que tenho a lhe dizer, Estranho? Você tem a sua vida, talvez ame alguma garota, talvez ame todas. Você vive ao seu estilo, quer se tornar história. Eu me pergunto quando eu farei parte da sua.


* A bailarina e o astronauta - Tiê

3 de setembro de 2009


- O fato de olhar todas essas estrelas não te faz sentir insignificante, Charlie Brown?
- Não... Sou insignificante de qualquer forma. Elas não me incomodam.

(Peanuts)


- Achei digno ;)