22 de setembro de 2009

Hello, Stranger (:

Olá, Estranho. Ponho de lado o meu violão para falar sobre você. Tudo soa tão clichê para mim. Esses amores à primeira vista, finais felizes para a eternidade e muitos outros blábláblás. Mas não pude resistir, se um dia como um sonho você apareceu pra mim*. Você mudou a minha vida, Estranho. Lembro quando te vi pela primeira vez, quando fui de encontro a você. Eu não tinha realmente te notado no meio de tantas pessoas, apenas tropecei em você. A partir daí, tornou-se constante você estar presente em todos os lugares que eu costumava ir, inclusive em meus pensamentos. E aqui está você, nesta folha, nestas palavras, no nosso gosto parecido.
Eu sei tanto de você, mas nada sabes sobre mim. Sei das músicas que gosta, das coisas que escreve, sei que já te decepcionaram e que você ainda sente por isso. Eu sei de tanta coisa, eu poderia fazer você se apaixonar por mim, mas gostar de alguém não faz esse alguém gostar de você. Te olho de longe. É tão bom te ver. Eu adoro o modo como você anda. Tão despreocupado, tão sem ambição. Vive com os fones no ouvido, talvez tenha medo do que o mundo tem a lhe dizer. Você escutaria o que tenho a lhe dizer, Estranho? Você tem a sua vida, talvez ame alguma garota, talvez ame todas. Você vive ao seu estilo, quer se tornar história. Eu me pergunto quando eu farei parte da sua.


* A bailarina e o astronauta - Tiê

3 de setembro de 2009


- O fato de olhar todas essas estrelas não te faz sentir insignificante, Charlie Brown?
- Não... Sou insignificante de qualquer forma. Elas não me incomodam.

(Peanuts)


- Achei digno ;)

23 de agosto de 2009

Vodca e gargalhadas gostosas


Bem me lembro de janeiro
Quando o sol me deu vocês
Meu presente de ano novo
Que agora o frio levou

No meio da chuva de um dia de inverno, vodca e lembranças devem ser incluídos. Lembranças de amores - e amigos. Tudo que fora compartilhado e sentido. E os sentimentos mais uma vez são maiores do que eu. Maiores do que a minha vontade de largar tudo pra trás. Sonhos novos, amigos antigos, vodca. Pra temperar gargalhadas gostosas.* E deixar meu coração com tanto calor que isso me faça sentir tão bem.
* (Caju)

7 de agosto de 2009

Aos 16,

É horrível chegar aos 16 anos e ver que não realizou nada de concreto na sua vida. Nada realmente marcou. Após 16 longos e cansativos anos, não ter ninguém para chamar de amor, ou de amigo. Falo do coração, não da boca pra fora. Não ter aquele(a) amigo(a) que será madrinha do seu casamento, com quem você passará natais e réveillons, que estará com você até a 3ª idade e que dará boas risadas contigo, relembrando os absurdos vividos por ambos, há coisa mais angustiante? Em meus dezesseis anos, não sou nada do que queria ser. No ápice da vida, vivendo nesse mundinho falso com pessoas falsas e emoções de mentirinha, incertezas desmedidas se apresentam, incógnitas que não sei como decifrá-las. A minha fortaleza de idéias que pouco significa para os meus familiares, todas espalhadas por aí, não me importo se alguém as ler, de nada entenderiam mesmo.
Aqui me despeço, buscando fôlego para recomeçar, com a idéia de que tudo será diferente, que tudo irá melhorar.

1 de agosto de 2009

Cazuza

Vida louca vida
vida breve
já que eu não posso te levar
quero que você me leve ♪